Depoimentos

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  1. Se lhe perguntasse “pense num cearense arretada”? Certamente, a lista seriam enorme. Raquel de Queiroz, Patativa do Assaré, Belchior, Francisco José do Nascimento (Dragão do Mar), Chico Anysio, Thomaz Pompeu, Antônio Conselheiro, …. e muito outros. Cada um com sua história. Não tive a satisfação de conhecer cada um destes. Impossível, pois estavam fora do meu tempo ou do lugar. Mas, pelo menos um, conheci, convivendo por longos 28 anos. Um “velho do Mar”, como talvez diria Ernest Hemingway. Sim. Resiliência em pessoa ou como se diz por aqui, obstinação tamanha nunca vi. Mas também, de enorme dignitude que nos serviu de espelho por este longo período de convivência. Obrigado, José Pimentel de Lima. (Célio Borges)

  2. Lá se vão mais de 20 anos desde que conheci o Prof. Pimentel e, mesmo depois de tanto tempo, continuo fascinado sempre que penso nele e em suas realizações. De fato, conheci pouquíssimas pessoas que tiveram um papel tão transformador em uma instituição. E, por instituição, é claro, incluo seus docentes, funcionários e estudantes.

    Como seria o Departamento de Física da Universidade Federal do Piauí se Pimentel não existisse? Como seria a vida de tantos desses estudantes? A minha, sem a menor dúvida, seria muito diferente.

    Eu poderia escrever sobre suas aulas, sempre precisas e fascinantes. Poderia falar das longas caminhadas e das nossas conversas sobre física, literatura e muito mais, especialmente no período em que convivemos na USP. Foi um tempo breve, mas agradabilíssimo.

    Há muitas coisas que eu poderia dizer sobre o Pimentel, mas existe um elemento que o torna verdadeiramente excepcional: seu sacrifício pessoal em favor de algo maior. Basta uma leitura rápida destes depoimentos para entender do que estou falando.

    Parabéns pelos seus 70 anos, Pimentel! Escrevo sem hesitação: para mim, você é mais que um exemplo — é um verdadeiro herói!

  3. Ao prof. Pimentel

    Como muitos, cheguei ao curso de Física da UFPI, em 2003, com as conhecidas sequelas que quase todo aluno proveniente do ensino público carrega. Não me refiro à péssima formação em exatas, mas a uma carência de postura, ética e confiança de vida.

    Por um lado, encontramos na Física o sonho de nos tornarmos alguém respeitado, seja pela complexidade que a área transmite à sociedade, seja pelo próprio ideal de ser cientista, uma forma elegante de ocupar um lugar de respeito. A ignorância, ou talvez a inocência, chega a ser tamanha que torna mágicos os primeiros dias do curso, nos vemos como um Einstein, um Newton. No entanto, bastam algumas semanas de aula para que a insegurança nos visite e surjam os questionamentos: seremos capazes de permanecer entre as pequenas turmas que se formam?

    Foi então que, para mim, como para muitos, surgiram figuras como a do professor Pimentel, que, em meio a tantos medos, parecia assumir a árdua missão de nos salvar, guiar e conduzir. Ele ultrapassava, com naturalidade, o papel de mestre e, para muitos, alcançava quase o limiar de um pai. Havia cobranças nos corredores, acompanhamentos que iam além da sala de aula e chegavam às questões pessoais. Seus conselhos rígidos e suas lições de moral eram, quase sempre, cirúrgicos e, por pelo menos três vezes, ele me resgatou de desistências que já estavam decididas.

    Nunca saberei dizer como teria sido minha vida sem suas intervenções, mas tenho a convicção de que me tornei alguém muitas vezes melhor por ter tido, ao longo da minha jornada universitária, seus conselhos e seu olhar cuidadoso.

    Professor, muito obrigado por sua preciosa energia dedicada à formação de tantos alunos, que hoje buscam ser, em sala de aula e na conduta moral, ao menos uma fração do que o senhor é.

  4. Eu me sinto muito honrado em ter a oportunidade de fazer parte dessa homenagem ao Professor Pimentel.

    Eu fui o primeiro bacharelando de física da UFPI. Eu trabalhei sob sua orientação desde o começo do curso de bacharelado. O Pimentel me ensinou as ferramentas que eu usaria mais tarde no meu trabalho de pesquisa cientifica e minha vida acadêmica. Ele também foi meu professor em vários cursos de física. Foram anos de aprendizado com o melhor físico e educador que tive na minha formação. Aprender física com o Pimentel era simplesmente fantástico. Com ele, as coisas se organizavam de tal forma que tudo parecia se encaixar como deveria. Tudo se tornava mais claro. O jeito que ele ensinava só me fazia querer aprender mais física.

    O Pimentel foi mais que um professor pra mim. Ele me ensinou muito além de física (e matemática). Ele me ensinou senso de justiça, ética de trabalho e muito mais; e que com dedicação e compromisso eu poderia ir muito mais longe. E foi isso que fiz. A influencia dos ensinamentos do Pimentel esta’ presente em cada passo da minha carreira desde então.

    Hoje eu sou muito feliz e orgulhoso de poder chama-lo de amigo. Parabéns Pimentel pelos 70 anos de vida, e muito obrigado por tudo que você representa pra mim e pra tantos outros.

    Lenilson Coutinho
    Físico Médico
    Durango, CO, USA

  5. O Prof. Pimentel é uma referência de docente, profissional e pessoa para mim. Tive o privilégio de ser seu aluno de Iniciação Científica. Nossas discussões eram estimulantes e envolviam vários temas que não se limitavam apenas à Física. Não tenho dúvidas de que essas discussões contribuíram bastante para meu desenvolvimento acadêmico e pessoal, e continuaram no mestrado, que também foi sob sua supervisão. Enfim, sou muito grato pela convivência que tivemos, com sua dedicação ao ensino e seu entusiasmo pela ciência e pela cultura.

  6. O professor Pimentel é um operador com determinante maior do que 1.

    Tenho muito orgulho de ter sido seu aluno e sou profundamente grato por todo o ensino e apoio que eu e meus colegas recebemos dele, de diversas formas, ao longo da graduação.

    Sua sala sempre esteve aberta a quem quisesse aprender, e suas aulas sempre ofereciam mais do que física.
    Entre tantas lições, sou grato por ter aprendido com ele que, se algo foi feito por um ser humano, então qualquer pessoa pode aprender, independentemente de onde veio, seja de Monsenhor Gil, de Codó ou de qualquer outro lugar.

    Muito obrigado, professor! Feliz 70 anos!

  7. Prezado Pimentel,

    Falar sobre você e sobre o período em que estive na UFPI, como aluno de graduação e mestrado, traz uma mistura de sentimentos muito especiais. É uma combinação de gratidão, admiração e carinho que carrego comigo até hoje.

    Meu primeiro contato com o professor Pimentel foi na disciplina de Introdução à Física e, desde então, passei a procurá-lo ativamente, com o desejo de aprender tudo o que fosse possível sob sua orientação. Por onde passo, costumo dizer que ele foi o melhor professor que tive, mesmo após ter passado por diversas instituições.

    O seu amor pelo ensino e pela formação de pessoas sempre me marcou. Lembro-me de algo que ele disse certa vez: que sua missão era “formar pessoas”. Tenho plena convicção de que ele cumpre essa missão de forma exemplar. Seu impacto vai muito além do conteúdo acadêmico. Pimentel inspira, orienta, desperta propósitos e transforma trajetórias.

    Pimentel sempre lutou por espaços que permitissem aos alunos desenvolver suas habilidades, estudar e se aprofundar no conhecimento. A “salinha” da Iniciação Científica é um exemplo marcante desse Cuidado, um ambiente que acolhe e incentiva o crescimento dos estudantes.

    Sou profundamente grato por todos os ensinamentos. O senhor me inspirou e me mostrou que é possível chegar longe, alcançar grandes conquistas, mesmo vindo de um lugar pequeno e de origens simples. Sem dúvida, sua contribuição para a minha formação foi única e deixou marcas que levarei por toda a vida.

    Feliz Aniversário!

    Sinceros Abraços,

    Wellington C. Ferreira
    Associado do Departamento de Física
    Harvard University

  8. Grande Pimentel.
    Logo no início da graduação, tive a oportunidade de ser seu aluno de iniciação científica. De fato, foi ele quem me abriu os olhos para o fantástico mundo da ciência e dos livros (não apenas o dos livros científicos).

    Literatura e ciência faziam parte da formação, e isso foi fundamental para despertar ainda mais minha paixão pela Física. O laboratório de fenômenos de não equilíbrio tinha, sem dúvida, uma atmosfera única.

    Aprendi muito e ainda sinto que poderia ter aprendido muito mais. Talvez, se eu não tivesse conversado com o professor Pimentel naquele início de graduação, e se ele não tivesse dito o que eu precisava ouvir naquele momento em que eu achava que o mundo se resumia ao ITA e às olimpíadas, dificilmente teria seguido o caminho do mestrado e do doutorado.

    Naquele dia, aprendi que ser educador é muito mais do que transmitir conhecimento técnico.

    Obrigado, professor, por toda a dedicação. Você é uma inspiração para todos nós. Feliz 70 anos.

  9. Meu primeiro contato com o professor Pimentel foi no início da minha graduação, quando, por curiosidade e pelo desejo de conhecer mais sobre as pesquisas, fui a uma reunião de pesquisa que ele costumava realizar. Lá, aprendi a questionar mais e a enxergar a física de uma forma mais complexa, no sentido de perceber como era interessante buscar sempre mais conhecimento. Foi então que tive coragem e fui até a sua sala, pois queria entender mais, queria pesquisar e conhecer aquilo que, na época, parecia difícil ou até complexo demais para aprender. Mas, como o professor Pimentel sempre disse, não existe nada que não possa ser aprendido com esforço e dedicação. Em seguida, tive aula com o mesmo, e foi aí que percebi que não sabia estudar; como dizem, ele foi um divisor de águas. Quando peguei a última disciplina com ele, depois de ralar muito, no final ele me disse algo que me deixou muito feliz: “Parabéns, Ziulene, você evoluiu muito na forma de pensar e de se questionar, continue assim!”. Parece pouco, mas, para a menina que tinha medo de ir à sala dele pedir uma orientação, sendo do interior e tendo dificuldades, foi uma grande conquista. Ele foi uma grande chave no meu processo de formação, e eu sou muito grata por tê-lo conhecido e por ter sido sua aluna.

    Parabéns, professor Pimentel! Desejo muita saúde, sucesso e que continue inspirando muitos alunos assim como inspirou a mim.

  10. Caro Prof. Pimentel,

    Estou muito feliz com esta merecida homenagem por seus 70 anos, parte dos quais foram dedicados à boa formação de tantos físicos e físicas piauienses.

    Nesta oportunidade não poderia deixar de expressar meus sinceros agradecimentos por tudo que fez – não só por mim, mas por uma geração de estudantes da antiga Escola Técnica (hoje, IFPI).

    O Prof. Pimentel, numa ação de verdadeiro compromisso social, ministrou várias aulas sobre Cálculo (usava o Apostol!), Álgebra Linear e vários tópicos de Física a uma turma com discentes oriundos dos cursos da Escola Técnica (como Eletrônica, Eletrotécnica, Mecânica, etc) que normalmente alimentavam o Curso de Física da UFPI, mas que possuíam sérias deficiências de formação para um desempenho minimamente satisfatório na graduação. As aulas aconteciam mesmo antes do ingresso ao curso, em um período que durou por volta de 1997 a 2000. Eu, felizmente, fui um destes estudantes contemplados com essas aulas, digamos, de ‘pré-graduação’.

    Mesmo após ingressar no curso, por razões financeiras – às quais devem ser comuns à muitos estudantes de Física, precisa estudar e trabalhar. Um trabalho noturno que conflitava diretamente com meu desempenho nas disciplinas. Certo dia estava no Assis, e o Prof. Pimentel conversou comigo sobre o dilema: permanência no emprego versus dedicação à Física. Aquela conversa mudou minha vida, pois algum tempo depois decidi fazer o que realmente gostava, mesmo com algum prejuízo financeiro inicial. Hoje percebo que foi uma das melhores decisões que já tomei, e o motivo é simples: é preciso ter coragem para fazer o que gosta. Então, posso dizer que para além do profissionalismo do Prof. Pimentel, há este carinho especial – e diria até paternal – em relação aos discentes, ainda que do jeito que lhe é bem peculiar: “meu filho, aqui o jogo pode até ser bruto, mas é limpo!”.

    Obrigado por tudo, Prof. Pimentel! Parabéns e um forte abraço!

    Ricardo Duarte
    IFPI – Campus Teresina Central.

  11. Difícil mensurar e descrever a importância do professor Pimentel em minha trajetória acadêmica. Talvez um breve episódio ajude a ilustrar isso. Certa vez, na fila de matrícula curricular, ouvi alguns comentários em tom de alerta: “Não vou pegar disciplina com esse professor”, “É muito difícil, também não irei”, “É puxado demais, você vai reprovar”. Confesso que aquilo me deixou um pouco apreensivo, mas mesmo assim resolvi seguir em frente. Hoje posso dizer com tranquilidade que foi uma das decisões mais importantes da minha vida acadêmica. A didática marcante, os ensinamentos que iam muito além do conteúdo da disciplina e o humor afiado e inteligente ajudaram a moldar não apenas o estudante que eu estava me tornando, mas também a pessoa que eu aprendia a ser. As aulas do professor Pimentel tinham algo especial: você nunca saía delas exatamente a mesma pessoa que entrou. Mesmo em um dia aparentemente comum, sempre havia uma provocação intelectual, uma reflexão inesperada e um convite a enxergar o conhecimento de maneira mais profunda. Com maestria, ele realizava aquilo que talvez seja a tarefa mais nobre do processo de ensino-aprendizagem: ensinar seus alunos a pensar. Professor Pimentel, muito obrigado por tudo que o senhor construiu na vida de tantos estudantes. Tenho orgulho de ter sido um deles. Tenho também orgulho da minha nota 4! rsrsrs

  12. Prezado Prof. José Pimentel,

    Gostaria de expressar minha profunda gratidão e reconhecimento por tudo o que representou — e continua representando — em minha trajetória acadêmica e pessoal.

    Suas aulas sempre foram muito mais do que exposições de conteúdos. Elas revelavam a beleza da Física para além dos quadros repletos de cálculos. Cada encontro era uma verdadeira revelação sobre a harmonia e a elegância da natureza descrita pelas leis físicas. O senhor nos ensinava a enxergar sentido onde muitos viam apenas formalismo, despertando encantamento, curiosidade e respeito pelo conhecimento científico.

    Recordo-me, em especial, de um momento decisivo em minha formação. Ao concluir a Licenciatura e ainda cursando o Bacharelado, fui surpreendido por sua abordagem no corredor, incentivando-me a participar do processo seletivo do Mestrado em Física daquele ano. Hesitei, julgando não estar suficientemente preparado e desejando concluir o Bacharelado antes de dar um passo maior. No entanto, o senhor acreditou em mim mais do que eu mesmo acreditava. Confiei em sua orientação — e foi uma das decisões mais importantes da minha vida.

    Ingressei no mestrado em Física da UFPI em 2009, na segunda turma do programa. A partir dali, consolidou-se um vínculo ainda mais profundo com a Física. Ampliei horizontes, construí amizades dentro e fora do Piauí, tornei-me professor do IFPI, segui para o Doutorado na UFAL e, posteriormente, para o Pós-Doutorado na UFC. Ao olhar para trás, reconheço com clareza que aquele gesto de confiança abriu portas que transformaram completamente minha trajetória.

    Posso afirmar, sem qualquer exagero, que o senhor mudou a minha vida. Sua confiança, orientação e exemplo foram determinantes para que eu trilhasse o caminho que sigo até hoje.

    Se há uma forma de retribuir tudo o que recebi, ela se manifesta cotidianamente no meu trabalho: ao incentivar meus próprios alunos, ao acreditar neles, muitas vezes antes mesmo que eles acreditem em si. Procuro honrar o exemplo que recebi, multiplicando oportunidades e cultivando o mesmo entusiasmo pela Física que aprendi em suas aulas.

    Serei eternamente grato ao senhor, Prof. Pimentel. Levo comigo seus ensinamentos — acadêmicos e humanos — e guardo em meu coração a profunda admiração e respeito que sempre tive e sempre terei.

    Com estima e gratidão,

    Alexandro Nascimento
    Professor de Física do IFPI/Campus Parnaíba

  13. Ao celebrar os 70 anos do professor Pimentel, eu não poderia deixar de compartilhar um pouco da história que ele ajudou a escrever na minha vida.

    Em 2003, tomei a decisão de cursar Física imaginando que seguiria pela Física Médica. Era esse o plano. Mas em 2006, ao me matricular em Mecânica Quântica I, conheci um “Vein” — como ele mesmo se autodenominava na época, porque era arretado mesmo. Exigente, profundo, intenso. E foi ali que tudo mudou.

    A convivência que tivemos — nas duas Mecânicas Quânticas, em Física Estatística e em Física do Estado Sólido — foi muito além do conteúdo programático. Foram anos de fundamentos sólidos, de rigor intelectual, de conversas que ultrapassavam a lousa e tocavam a vida. Com ele, fui entendendo que estudar Física não era apenas resolver problemas: era aprender a olhar a natureza com respeito, com profundidade e com responsabilidade. Ficava cada vez mais claro o valor do conhecimento — não como vaidade, mas como construção de sentido.
    Naquela época, eu ainda tinha a idade mental de um adolescente. Fazia brincadeiras, comparava órbitas de satélites com trompas de falópio e tantas outras analogias improváveis… Mas, mesmo assim, procurei aproveitar cada conversa. E foi ali, entre uma equação e outra, que algo foi sendo lapidado dentro de mim.

    Após minha formatura, em 2007, tomei uma decisão que carrego até hoje: fui estudar sistemas quânticos abertos. E fui com a ideologia que aprendi com aquele “Vein arretado” — a seriedade com a ciência, o compromisso com os fundamentos, a busca pela compreensão profunda antes da pressa pelo resultado.

    Quando morei em Campinas, durante o mestrado e o doutorado (2007–2013), muita gente se impressionava com a quantidade de vezes que eu falava no professor Pimentel. Alguns diziam: “Não é possível gostar tanto assim de um professor.” Pois é… talvez eu nunca tenha dito isso diretamente a ele, mas digo agora: a admiração que tenho é imensurável.

    Desde a graduação, havia em mim uma criança que ainda não tinha o olhar lacrimoso que hoje carrego. Uma criança que, entre o bagaço de cana do engenho e as fileiras do milho verde ondulando como um mar, aprendia a fazer o próprio caminho. Eu era alegre como um rio, como um bicho solto, como um bando de pardais. Como um galo quando havia noites e quintais.

    Mas foi com ele que aprendi a dar direção a esse caminho.
    Não apenas encontrei o meu significado na Física — encontrei a importância das coisas. O valor do estudo. O peso das escolhas. A responsabilidade de formar outros. “…Não sou feliz, mas não sou mudo. Hoje eu canto muito mais…”

    Ele foi, para mim, como um segundo pai.

    E acredito que existam muitos “Olimpios” que passaram pela Física na UFPI com histórias parecidas, todos marcados por esse “Vein” arretado que ensinava mais do que Física: ensinava caráter, postura, compromisso e paixão pelo saber.
    Professor Pimentel, muito obrigado.

    Pelos ensinamentos, pela exigência, pela inspiração.
    Pela Física — e pela vida.

    Olimpio de Sá.

  14. Conheci o Pimentel logo no começo do Bacharelado em Física na UFPI, em 2015. Já havia recebido um conselho de um conhecido de procurá-lo, que seria um ótimo orientador. De fato, não pude fazer uma escolha mais acertada. A orientação dele foi crucial pra minha formação em física. Os seus comentários e guias, sempre duros mas muito honestos, foram essenciais pra que eu me formasse como profissional que sou hoje, certamente muito mais confiante sobre o que faço e apto a dar contribuições inovadoras à comunidade. Finalmente, o contato do Pimentel com a UFRJ via Natanael, Raimundo e Thereza foi o que me abriu portas e pude fazer meu mestrado lá. Sou muito feliz de tê-lo conhecido Pimentel. Obrigado por tanto, e é sempre um prazer conversar com você sobre uma série de coisas, sobre diversos assuntos.

  15. Professor Pimentel, foi um prazer ter sido seu aluno e um privilégio ter tido trocas de experiências e conselhos com sua pessoa, um verdadeiro educador, guardo com carinho seus conselhos e me revolto com os puxões de orelha( mas no fundo sei que eram para eu melhorar), lhe desejo muita felicidade e saúde

  16. O professor Pimentel teve um papel fundamental na minha mudança de vida e de postura. Ao conhecê-lo, sendo seu orientando durante o mestrado, 2016 a 2018, pude reconhecer que eu, mesmo sendo professor de Física, não sabia estudar de verdade. Ele me ensinou como de fato a ciência funciona, como estudar de maneira eficiente. Com isso, posso dizer que aprendi muito mais em dois anos de mestrado do que em quatro anos de graduação.
    Enquanto ser humano, me ensinou a ter coragem, buscando sempre ser cada vez mais coerente, justo e perseverante.

  17. Se eu tiver que resumir o professor Pimentel em uma frase, eu diria: ele é um daqueles raros mestres que mudam a trajetória de uma pessoa. Ele mudou a minha — e, pelo que vejo, mudou a de muitos dos seus estudantes.

    Eu vim do interior, entrei no bacharelado em Física movido por uma paixão intensa pelo mistério da natureza, mas também por um medo constante de não ser capaz — como se minha origem, num estado carente, impusesse um “teto invisível” para onde eu poderia chegar. O professor Pimentel desmontou essa crença com um conselho simples e definitivo: “Os melhores se alimentam das mesmas coisas que você, estudam pelos mesmos livros que você; você não tem nenhum impedimento físico ou fisiológico que o impeça de sentar, estudar, aprender e seguir em frente.” Ele reconhecia que o caminho pode ser mais árduo, mas me ensinou a enxergá-lo como travessia de transformação e humanidade — e, com isso, a construir algo maior do que conteúdo: a certeza de que identidade é aquilo que temos quando não temos nada; é o que sobra quando nos tiram tudo. A convivência com o Prof. Pimentel em meus anos de graduação me influenciou para além da Física, moldou a minha visão de mundo.

    O legado do professor Pimentel, portanto, não cabe apenas nas disciplinas que ministrou ou nos conteúdos que dominava. O que ele deixou foi um modo de estar na universidade e na vida intelectual: rigor sem arrogância, exigência, coragem e uma confiança ativa no potencial do estudante — aquela confiança que impulsiona, que leva longe. Ele nos ensinou que aprender não é dom, é construção: sentar, estudar, errar, insistir, refazer, até que a ideia se torne nossa.

    Por isso, o impacto dele não termina nele. Ele permanece nos alunos que seguiram, nos que hoje orientam, ensinam, pesquisam ou simplesmente carregam uma postura diferente diante do mundo: mais curiosa, mais disciplinada, mais consciente do próprio valor. Em cada estudante que ele ajudou a romper o “teto invisível” da origem, há uma continuidade do seu trabalho. E talvez essa seja a medida mais justa de um mestre: não apenas formar físicos, mas formar pessoas capazes de ir mais longe — e, ao irem, abrir caminho para outros.

    Jorgivan M. Dias
    (Prof. Visitante Júnior, PPGF-UFPI)

  18. Meu primeiro contato com o professor Pimentel foi ainda na graduação na UFPI, no terceiro período, na disciplina de Física 3. Antes mesmo de entrar em sala, eu já ouvia histórias sobre a “fama” dele e sobre o quanto suas aulas eram especiais — e posso dizer que tudo se confirmou. A experiência de aprender com ele foi um divisor de águas: mudou não só o rumo da minha carreira como físico, mas também a forma como eu passei a enxergar o que é, de verdade, a formação de um cientista. Depois disso, tive o prazer de cursar outras disciplinas com ele, e a minha admiração só cresceu. O professor Pimentel sempre foi um espelho para mim, principalmente sobre como ensinar e como transmitir conhecimento com clareza, rigor e paixão.

    Após a graduação, veio a oportunidade de fazer o mestrado sob sua orientação, e aí começamos a trabalhar com um tema que atravessaria toda a minha trajetória acadêmica: a percolação quântica. O professor Pimentel já tinha uma relação antiga com esse assunto desde o mestrado na PUC-Rio, e havia muitas lacunas ainda em aberto. Seguimos colaborando durante o meu doutorado na UFRJ, e juntos publicamos 2 trabalhos, e, até hoje, esse tema continua rendendo boas discussões e abrindo portas para novos projetos. Mais do que isso: ao longo do mestrado, construímos uma amizade genuína — e um dos meus maiores orgulhos é poder chamá-lo de amigo.

    Professor Pimentel, obrigado por todas as lições: sobre física, sobre literatura e, especialmente, sobre a vida. Obrigado por acreditar em mim, me incentivar e me ensinar tanto, mesmo nos dias de hoje.

    Lhe desejo um feliz aniversário! Um abraço, meu amigo!

    Wiliam Oliveira
    (PosDoc PUC – RJ)